Patrono
Hélio Moro Mariante (1915–2005), natural de Caxias do Sul, foi um dos expoentes da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, além de historiador, escritor, folclorista e tradicionalista. Reconhecido como o maior historiador da corporação, foi consagrado patrono da Academia de Polícia Militar (APM). Mudou-se para Porto Alegre aos 14 anos, onde concluiu os estudos e, em 1972, formou-se em História pela UFRGS. Ingressou no Curso de Formação de Oficiais (CFO) da Brigada Militar em 1942. Sua carreira na Brigada Militar iniciou em 1933, aos 17 anos, como soldado, alcançando o oficialato e chegando ao posto de coronel. Desempenhou funções relevantes, como Chefe de Pessoal, Secretário do Comandante-Geral e Chefe do Setor de História e Documentação. Em 1947, sugeriu a fundação do Museu da Brigada Militar, inaugurado em 1955. Também atuou como instrutor de História Militar na APM e escreveu para a revista Brigada Gaúcha. Paralelamente, destacou-se como intelectual e tradicionalista, publicando cerca de 40 livros sobre história, folclore e sociologia. Destacam-se a "Crônica da Brigada Militar" (1972) e "História do tradicionalismo sul-rio-grandense" (1976). Foi o primeiro presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF) e propôs um patrono para o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Integrou a Academia Rio-Grandense de Letras, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, o Círculo de Pesquisas Literárias do RS e a Cruz Vermelha Brasileira. O reconhecimento institucional culminou na publicação do Decreto Estadual nº 44.329, de 6 de março de 2006, que o instituiu como Patrono da Academia de Polícia Militar do Rio Grande do Sul, alterando a denominação para "Academia de Polícia Militar Cel. Hélio Moro Mariante", celebrando os 90 anos da unidade. Faleceu em 24 de dezembro de 2005, deixando um legado de dedicação militar, aprofundamento cultural e zelo pelas tradições gaúchas, servindo como pilar histórico e moral para os oficiais da corporação.