Brigada Militar apresenta resultados da Operação Mulher Segura em coletiva de imprensa
Ação reforça Patrulhas Maria da Penha e amplia fiscalização de medidas protetivas no Estado
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A Brigada Militar participou, na manhã desta quinta-feira (02/07), da coletiva de imprensa que apresentou os resultados da Operação Mulher Segura no Rio Grande do Sul. A atividade ocorreu na Cidade da Polícia, em Porto Alegre, e reuniu representantes da Brigada Militar e da Polícia Civil para divulgar dados da ação integrada voltada ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher.
Realizada em âmbito estadual, a operação busca intensificar o acompanhamento de mulheres amparadas por Medidas Protetivas de Urgência (MPUs), ampliar a fiscalização do cumprimento dessas determinações judiciais e contribuir para a redução dos índices de feminicídio. Na Brigada Militar, o trabalho fortalece as Patrulhas Maria da Penha com o emprego de policiais militares capacitados para o atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica e para a fiscalização das medidas protetivas.
Resultados operacionais
Conforme os dados extraídos do Sistema de Planejamento e Estatística, no período de 1º a 30 de junho, foram empregados 477 policiais militares e 208 viaturas. As equipes abordaram e identificaram 620 pessoas, atenderam 228 ocorrências, acompanharam 380 vítimas de violência doméstica e realizaram 630 fiscalizações e acompanhamentos de Medidas Protetivas de Urgência.
A atuação operacional também resultou na confecção de 876 Boletins de Atendimento e 13 Comunicações de Ocorrência Policial. Durante o período, foram realizadas quatro campanhas de conscientização e ações educativas em palestras e eventos, que alcançaram 224 pessoas.
De acordo com a capitã PM Brenda Silva Alves, a Operação Mulher Segura mobiliza policiais militares para reforçar as 62 Patrulhas Maria da Penha existentes no Estado. A distribuição do efetivo ocorre de forma estratégica, com base em dados do Sistema de Planejamento e Estatística (SPE), considerando municípios com maior concentração de vítimas, visitas pendentes, casos prioritários e situações com maior tempo sem atendimento presencial.
“A presença policial próxima à vítima contribui para inibir e coibir delitos, principalmente por meio da prevenção”, afirmou a capitã PM Brenda.
A atuação das Patrulhas Maria da Penha também refletiu no aumento das visitas realizadas. Em maio, foram registradas 9.480 visitas, enquanto em junho o número chegou a 10.127, um crescimento de 6,82%. No mesmo período, a Brigada Militar registrou redução de 20% nas prisões por descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência, passando de 35 prisões em maio para 28 em junho.
Proteção e acompanhamento das vítimas
A capitã PM Betina Gausmann Oliveira, coordenadora estadual das Patrulhas Maria da Penha, destacou que a Brigada Militar priorizou o emprego de policiais militares habilitados para o atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica no reforço às patrulhas em diferentes regiões do Estado. Conforme a coordenadora, as visitas são fundamentais para avaliar a situação das vítimas e identificar possíveis riscos.
Segundo a capitã PM Betina, o acompanhamento permite verificar se a mulher segue recebendo ameaças, se o agressor ainda representa risco e se há necessidade de encaminhamento à rede de apoio. “Não buscamos somente verificar se ela ainda está recebendo algum tipo de ameaça. Também avaliamos se precisa ser encaminhada à Rede Lilás, a uma psicóloga, ou se as crianças precisam de creche”, explicou.
O acompanhamento realizado pelas equipes permite identificar riscos antes do agravamento da violência e reforça a proteção das mulheres atendidas. Após a primeira visita, as Patrulhas Maria da Penha seguem realizando acompanhamentos periódicos, geralmente a cada 30 dias, para verificar se a medida protetiva está sendo cumprida e se a mulher recebe o suporte necessário.
Participaram da coletiva as capitãs PM Brenda Silva Alves e PM Betina Gausmann Oliveira, representando a Brigada Militar; a subchefe de Polícia Civil, delegada Patrícia Tolotti Rodrigues; o diretor do Departamento de Proteção de Grupos Vulneráveis, delegado Juliano Ferreira; e a delegada Waleska de Alvarenga.
A Operação Mulher Segura foi deflagrada em junho e segue com ações até dezembro. Com o reforço das Patrulhas Maria da Penha e a atuação integrada com a rede de proteção, a Brigada Militar amplia a presença preventiva junto às vítimas e reafirma seu compromisso com o enfrentamento à violência doméstica e familiar no Rio Grande do Sul.